Adeus, Mestre!!

3 de maio de 2011 1 comentário

Adeus, ao nosso Mestre!!

No último dia 01 perdemos o nosso mestre José Renato.

Ele que nos ajudou, abriu as portas do seu teatro, guiou nossos caminhos, nos deu dicas, orientações, foi a pessoa mais importante na nossa curta trajetoria.

Fica aqui o nosso eterno agradecimento por este homem que nos ensinou o que é fazer teatro.

Querido Mestre, a sua arte estará presente para sempre em nossa trajetoria. Que continue nos guiando de onde estiver.

Com carinho,

Cia Nacional de Teatro Musical

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De volta ao rumo!!

31 de março de 2011 Deixe um comentário

2010 foi um ano de poucas atividades na CNTM, não produzimos nenhum espetáculo novo, foi um ano difícil. Depois de 03 anos com produções, não realizamos nenhum projeto em 2010. Foram muitos sonhos, mas não pudermos realizar nenhum espetáculo.

Não ficamos parados, fomos estudar, pesquisar, abrir outras portas, vislumbrar outras paisagens, iniciar novas parcerias que para este ano trarão com toda a certeza muitos frutos.

2011 será um grande ano. Já temos projeto para este ano, o musical “Rua 13 de Maio S/N”, com texto e músicas de Ricardo Monteiro. Previsão de estréia para o 2º semestre.

Em breve mais informações.

Estamos no twitter @cianacteatromus

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Nos Embalos da Jovem Guarda por Michelle Zampieri

19 de fevereiro de 2009 1 comentário

A Jovem Guarda foi para mim e ainda é tão intensa e encantadora como para aqueles que viveram na época.

Eu pude vivê-la de verdade através de uma personagem que me foi dada de presente. Meu primeiro trabalho profissional, minha primeira chance. Foi a porta que se abriu e eu nem fazia idéia de como tudo isso transformaria minha vida.

Logo no teste dei de cára com dois talentos, o jovem Marllos Silva cheio de sonhos e um projeto promissor nas mãos e o músico Vainer Dias Gomes, que me corou com sua confiança assim que me olhou, estava apavorada! Era meu primeiro dia profissional começando pelo teste.

Bom, depois de tanta emoção, dores de barriga e enxaquecas imendadas com o desejo de ter passado veio a notícia; Eu havia passado e seria uma tal de Ana Maria, a mocinha da trama.
Nos ensaios encontrei pessoas maravilhosas e absurdamente talentosas, eu não pensava muito, a maior parte do tempo eu passava agradecendo por estar ali com eles. Fiz amigos pra toda a vida e aprendi muita coisa. Tivemos uma temporada no Teatro Brigadeiro muito bonita, porém cheia de empecilhos e indefinições. Mas mesmo quando acabou tive a melhor das sensações, e dizia pra mim mesma: poxa que experiência boa! Essa será inesquecível. E foi mesmo, porque depois de um curto tempo, Marllos, o diretor, reuniu um outro elenco para retornarmos a temporada no Teatro dos Arcos. Eu aceitei, é claro. Começamos os ensaios e muitos não puderam estar devido a outros trabalhos, vida de ator é assim mesmo rs! Mas foi aí que tive medo, foi quando ele entrou cabisbaixo no teatro anunciando para o elenco de que não seria possível continuarmos, o tempo que nos foi dado de acordo com a programação do Teatro não era suficiente para erguermos um espetáculo de qualidade, sendo assim tivemos mais empecilhos, argh…coisa de ator mesmo! Foi aí que nós já entramos em cena, começando pela vontade louca de dar uma reviravolta naquela situação e a contornarmos, isso no mesmo dia, propondo uma nova forma de levar aquilo adiante, mais especificamente Carlinhos Sanmartin com sua euforia e determinação. Alguns segundos de pensamentos, propostas e muita imaginação… PRONTO!!!Estávamos com uma nova peça nas cabecinhas borbulhantes: mudança de estrutura, outra estória, outro tema, novas caracterizações de personagens, agora a Ana Maria poderia ser modificada, aprofundada, eu poderia investir em minha personagem da forma como sempre quis, eu ADOREI, confesso agora… foi o melhor desafio de minha vida, desconstruir algo para construir um novo. Bom, duas semanas foram suficientes para levantarmos nossa peça, isso também é coisa de ator rs. Bom, ficamos no Teatro dos Arcos numa temporada abençoada, pra mim lá era a segunda casa, amava aquele lugar, aquelas pessoas eram e ainda são minha família e meus melhores amigos.

Abençoado eu digo e repito porque estávamos a todo momento ao lado de Zé Renato que pra quem sabe um pouco sobre este nome, tem idéia do que isso significa, sabe exatamente a honra que é poder tê-lo por perto… ele estava confiando no nosso trabalho e graças a este conjunto de fatores, tudo deu certo! Digo que deu mais que certo pois de lá saímos direto para o Teatro Folha, o chão onde todos os atores querem pisar. Nós Pisamos, dançamos, cantamos, atuamos e estamos vivendo os mais brilhantes dias de nossas vidas. Pra mim tem sido os melhores dias dessa minha história e, independente de todo o resultado que as pessoas, a mídia ou qualquer um espere de nós, pra mim, já foi um grande acontecimento, serei exigente com a vida a partir de agora, pois vou querer sempre ser feliz assim, como estou sendo agora! Amo meu elenco, minha equipe, minha banda!!

Enfim, eu acho que esta saga é pra ser registrada e lembrada, comemorada todos os dias, não importa se estamos ricos ou um pouco menos pobres, estamos crescendo através da arte e com um passo de cada vez, estamos mudando o mundo ou ao menos mudando um mundo que há dentro de nós!

Michelle Zampieri

Michelle Zampieri

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Nos Embalos da Jovem Guarda por Daniel Henares

16 de fevereiro de 2009 Deixe um comentário

“Rua Jandaia, 218.”, este foi o endereço onde tudo começou. Pelo menos para mim. Três dias antes de ir até a tal Rua Jandaia, Michelle Zampieri – minha amiga e colega de quando estudávamos teatro – me ligou dizendo que estava montando um novo espetáculo sobre a Jovem Guarda, que desta vez se tratava de um programa de TV e que ainda não tinham encontrado um dos personagens, o apresentador. A princípio o diretor, Marllos Silva, iria fazer o personagem. Mas dirigir, atuar, desenhar a luz, o som e formar uma banda se tornou mais complicado do que parecia. Ela conversou com o diretor e o elenco, e todos concordaram em conhecer o “tal” amigo dela que “poderia” talvez ser o tal apresentador. No final de semana me enviaram o texto e topei estar no ensaio de segunda-feira. E estava animado, sou um apaixonado pelos anos 50 e 60. Adoro os costumes, os designs, as músicas, roupas, carros…. Mas, estudei o texto no fim de semana estranhando o fato do espetáculo ter…. 6 páginas?!?! Um grande amigo estava em casa, e eu pedia para que ele me visse ‘treinando’ ser o apresentador. E ele se matava de rir com a minha falta de habilidade para – que mesmo de ‘mentirinha’ – fazer o programa de TV.

A segunda-feira chegou e eu fui até o Teatro dos Arcos para conhecer o diretor e ver se a maneira que eu pensara ser Silvio Araújo era a mesma que ele havia pensando quando escreveu. Ele me colocou sentado em uma das poltronas do teatro e lá estava o elenco encenando para que eu conhecesse a trupe! Diana, Ana Maria, Marcelo, Bolinha, Carol, Lulu, Alfredo, Glórinha. Todos já estavam ensaiando há alguns meses e estavam confortáveis em seus papéis. Depois da primeira “passada” com Marllos sentado ao meu lado dando só as falas de Silvio Araújo e o elenco contracenando com um apresentador que só existia na mente deles, tinha chegado a hora de subir no palco e mostrar meu Silvio Araújo. Claro que eu estava inseguro e nervoso. Eu não conhecia ninguém, exceto Michelle (Ana Maria), e todos já estavam bem preparados para estrear em… UMA SEMANA! É, este era outro detalhe. O tempo corria contra nós!

Mostrei o que tinha ensaiado no final de semana. E não era grande coisa. Na minha opinião, meu apresentador não conseguiria nem sequer comprar um horário nas madrugadas da TV, quem dirá, ser um super astro da década de 60! Quando terminei, Marllos falou com o elenco algumas coisas, dispensou todos e depois veio falar comigo dizendo que gostou da cara que dei pra Silvio Araújo e que com alguns ensaios eu daria vida a esse apresentador boa pinta.

Eu estava oficialmente no elenco de Nos Embalos da Jovem Guarda Show! Nossa estréia no Teatro dos Arcos estava próxima. Tinha só uma semana para me preparar e aquela semana foi exaustiva. Horas de ensaios diários e pela manhã. No dia da estréia da nossa segunda temporada no Teatro Folha, Beto Sargentelli (Marcelo) me confessou que quando eu cheguei todos ficaram tensos. Eu não desgrudava do texto, mal olhava para o elenco em cena e meu apresentador não tinha lá muito carisma. Mas, depois de alguns ensaios ele começou a achar o cara interessante. E que quanto mais ensaiávamos mais ele se simpatizava com meu Silvio Araújo e mais eu sacava o personagem para começar a brincar, improvisar e criar.

Chegou o dia da estréia: 17 de Julho de 2008. E fomos bem, mas é incrível como crescemos a cada apresentação. A cada espetáculo coisas novas e melhores surgiam e a cada novo dia gostávamos mais uns dos outros. Acho que um dos segredos do nosso espetáculo e nossa cia. de teatro estar indo tão bem se deve ao fato de que todos nos gostamos de verdade e muito! É difícil encontrar em uma cia., ou mais simples que isso, um grupo de pessoas, que convivam e todos se gostem. Sem exceções. E felizmente conosco é assim. Essas pessoas que atuam todas as semanas comigo deixaram de estar somente ao meu lado no espetáculo, mas passaram a também estrelar cenas no palco da minha vida.

Quem diria que aquela Jovem Guarda com um roteiro de 6 páginas, com o tempo correndo contra nós e nos apertando para a estréia fizesse uma ótima temporada no Teatro dos Arcos em 2008, com direito a uma boa prorrogação e começasse o ano com o pé direito abrindo a programação de 2009 do Teatro Folha? Mais que isso, quem diria que aquele grupo se daria tão bem e tomasse forma de cia. que já estuda novos horizontes para nossa Jovem Guarda e tem como objetivo novos projetos teatrais?

Mais que um capítulo importante da minha carreira, Nos Embalos da Jovem Guarda Show trouxe ótimos companheiros de trabalho e o mais importante: bons amigos. Pessoas que levo e sempre levarei no coração. E apesar de o ditado e Silvio Araújo dizerem “tudo o que é bom dura pouco” eu não acredito nisso e tenho certeza que este é só o começo que uma linda e brilhante trajetória da nossa Cia. Nacional de Teatro Musical Brasileiro.

Daniel Henares

Daniel Henares

Daniel Henares

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Entrevista Jornal Jovem

2 de fevereiro de 2009 Deixe um comentário

JJ Entrevista

O JJ entrevistou o diretor e atores do grupo Cia. Nacional de Teatro Musical que apresentam o espetáculo “Nos embalos da Jovem Guarda – show” em cartaz no Teatro Folha (veja aqui mais detalhes) até 3 de março. Este grupo de jovens artistas traz momentos inesquecíveis da Jovem Guarda, com aquele toque de quem conhece mesmo sem ter vivido, para lembrarmos com muita ternura.

Marllos Silva é o diretor geral e roteirista do musical “Nos embalos da Jovem Guarda – show”. Confira!

JJ – Qual a proposta de trabalho da Cia. Nacional de Teatro Musical?

Marllos – A nossa proposta é de produzir musicais genuinamente brasileiros. Pesquisar uma nova linguagem para o teatro musical brasileiro, se apropriando do que já é feito na Broadway ou em West End, dessa experiência que as grandes produções estão trazendo. A nossa intenção é aproveitar essa importação de conhecimento e produzir grandes musicais, mas que tenham a ver com a nossa história. Desmistificar a história de que não podemos ter grandes musicais com temas nacionais. Usar o palco para contar um pouco da nossa história. Lançar novos autores, compositores, atores, técnicos, músicos que entendam a engrenagem teatral. Mas isso não significa que não possamos num futuro próximo falar de outras histórias, mostrar o nosso ponto de vista sobre o mundo lá fora. Não queremos nos fechar para o mundo, ao contrário, queremos é nos abrir e mostrar quão bonita e rica é a nossa história.

JJ – Em que o espetáculo se baseou? Utilizou alguma referência para a caracterização de personagens e na montagem de cenário, iluminação, trilha sonora?

Marllos – Na Jovem Guarda. A Jovem Guarda como todo movimento musical traz uma série de complementos, nunca vem sozinho. Esse poder que tem a música é impressionante. Porque ele mexe com o vestuário, com a forma de agir das pessoas, cria novas idiossincrasias, os astros musicais têm um enorme poder de influência sobre os fãs. E não foi diferente para nossa pesquisa, apesar dos personagens não terem os nomes dos artistas, você facilmente identifica cada um pela sua atitude em cena. A nossa referência é a Jovem Guarda. Todas as músicas, os figurinos, os cabelos, as gírias, a atitude de cada um tem o jeito Jovem Guarda. A leveza e a inocência que a Jovem Guarda representava.

JJ – Que tipo de pesquisa foi realizada para o espetáculo?

Marllos – Este é um trabalho que começou em 2006. Teve o seu inicio com a pesquisa em livros, em revistas, Internet, que é um facilitador no trabalho de pesquisa, isso tudo nos ajudou a decifrar o DNA da Jovem Guarda do ponto de vista dos artistas, mas esse é um ponto de vista que todos já conhecem, nos queríamos chegar na essência da Jovem Guarda, em saber como ela foi para os fãs, para quem assistiu a Jovem Guarda sentado na platéia. É nessa hora que nos tivemos a nossa melhor fonte de pesquisa… os nossos familiares. Eles foram o nosso norte nesse trabalho. Nos deram todo o material para entendermos o movimento Jovem Guarda.

JJ – Quais foram os percalços até que fosse fechada a realização da peça?

Marllos – Esses foram muitos. Em todos nós demos um jeito, mas a falta de dinheiro é um complicador sem solução. Fazer teatro sem patrocínio é muito difícil. Fazer musical sem patrocínio então, é uma loucura. Num musical tudo é em escala maior. A nossa “pequena” produção envolve mais de 20 pessoas. Juntar essas pessoas sem patrocínio é muito difícil. E se ficarmos esperando um apoio do governo não vamos produzir nunca, porque nós somos um bando de moleques desconhecidos com a pretensão de fazer teatro musical de qualidade. Quem assistir este espetáculo vai ver um musical artisticamente puro. Sem grandes cenários ou efeitos.Tendo no artista a sua essência, um diferencial do nosso espetáculo é ter excelentes músicos nos acompanhando ao vivo. Isso aumenta o nosso custo de produção, mas traz uma vida para o espetáculo incrível. É o artista fazendo a sua arte sem muletas.

JJ – Como foi a escolha dos atores para a peça?

Marllos – Por contatos e por já conhecer de trabalhos anteriores. Normalmente a escolha para um trabalho é feita através da capacidade para execução do espetáculo. Para um musical além da atuação, o ator tem que cantar e dançar muito bem, e executar essas três habilidades com equilíbrio. Mas para o trabalho em uma companhia as exigências vão além, porque existem ideais, formas de trabalho e limitações que nem sempre agradam, aceitar opiniões e sugestões dos outros, trabalho em equipe. E isso dificulta ainda mais a escolha dos atores. Para chegar nessa formação atual alguns atores passaram pela Cia, mas não voltam por uma série de fatores, outros foram por outros motivos na sua maioria financeiros, mas podem voltar no futuro. O mais difícil é encontrar profissionais que estejam linkandos com o nosso ideal. Que desejem escrever uma história. O nosso diferencial é que temos projetos futuros, algo que não acontece numa grande produção, em que você pode estar nessa montagem, mas isso não garante que esteja na próxima. Mas para isso é necessário muita dedicação e tempo, e alguns não querem esperar esse tempo. O que hoje eu percebo é que muitos querem brilhar, mas poucos querem trabalhar.

JJ – Já tinha intimidade com a Jovem Guarda antes da montagem da peça?

Marllos – Ela estava intrínseca na minha memória. A minha geração é uma geração que conhece a Jovem Guarda, e ponto final. Quando nascemos ela já estava aqui. Era como aquela Tia distante que eu sei quem é, mas não tenho muito contato. Eu só me aprofundei e ganhei a intimidade com as pesquisas e com a convivência.

JJ – Acha que a Jovem Guarda possui letras e ritmos propícios para a adaptação para o teatro?

Marllos – Totalmente. Qualquer tipo de música pode ser levada para o teatro. O cuidado que se tem que ter é na história que se deseja contar. Fica complicado montar um Beckett usando músicas da Kelly Key ou Britney Spears. A música é um importante instrumento teatral. Como trilha, ela funciona para levar o espectador para um determinado lugar, trazer um clima para o espetáculo. Nos musicais ela ganha uma função a mais, a música tem o dever de contar a história, de fazer a história fluir.

8. Após 50 anos, acredita que a Jovem Guarda tenha espaço entre os jovens?

Marllos – É difícil de saber, mas eu acredito que sim. A arte é muito cíclica. O que fazia a cabeça dos jovens da minha geração já é muito velho, e nós estamos falando de menos de 20 anos. Ao mesmo tempo, é possível ver musicas que faziam sucesso na Jovem Guarda serem regravadas com novos arranjos. A referência esta por aí solta, sempre alguém vai pescar algo e utilizar, às vezes sem ter idéia da fonte que esta bebendo.

Confira as entrevistas com jovens atores do musical, entre eles: Daniel Henares (como Silvio Araujo, o Apresentador); Rafael Pucca (como Alfredo, o Contra Regra);m Michelle Zampieri (como Ana Maria).

JJ – Já tinham envolvimento com o estilo musical (Jovem Guarda) antes da peça?

Daniel – Sempre tive um fascínio grande pelos anos 50 e 60, desde os carros, os estilo dos jovens até as músicas; então, cresci ouvindo essas músicas e sempre gostei.

Rafael – O contato que tive com a Jovem Guarda foi através de minha mãe e meus avós. Ao lado da minha casa tinha uma churrascaria que todas as quintas tinha show com musicas da Jovem Guarda. No caso dos meus avós, meu avô quando se empolgava em alguma festa, começava a cantar os sucessos da Jovem Guarda.

Michelle – Eu passei a conhecer algumas das músicas da Jovem Guarda primeiramente através dos meus pais, e depois logo que comecei a cantar profissionalmente percebi que grande número de pessoas ouviam e conheciam as músicas e que seria fundamental ter pelo menos a maioria delas inseridas no repertório. E como sempre, elas sempre foram muito bem recebidas.

JJ – Qual é a rotina de ensaio do grupo?

Daniel – O Espetáculo está em cartaz as terças, então as segundas feiras é o dia da reunião na Cia. Discutimos projetos, mas também aproveitamos para ensaiar as músicas, coreografias e cenas, para que na terça tudo esteja fresco na memória e possamos divertir o público e embalarmos sua noite de Jovem Guarda.

Rafael – Antes da reestréia, ensaiamos por uma semana todos os dias, e logo depois, nos encontramos uma vez por semana, sempre um dia antes das apresentações, para afinarmos ainda mais o espetáculo e propormos coisas novas.

Michelle – Em épocas de estréia o grupo ensaia com mais freqüência, algumas semanas antes da data e praticamente todos os dias. Depois fazemos ensaios técnicos uma vez por semana para acertos com o objetivo de mantermos vivo o espetáculo evitando que ele caia no “automático”.

JJ – Como tem sido a recepção do público? Qual é a faixa de idade da platéia?

Daniel – Tem sido incrível. Pelo tema da peça ser um programa de TV ela permite um jogo, uma interação direta com o público. Neste espetáculo em especial a platéia faz parte ativamente de tudo. É muito legal ver que sem invadirmos ou intimidar o público eles participam ativamente e mergulham de cabeça na nossa história, deste túnel do tempo. Quanto à faixa etária da platéia, essa foi uma das surpresas que nos só tivemos depois da estréia. Nos pensávamos que o nosso público seriam os “brotinhos” e os “pães” que curtiram sua juventude na época da Jovem Guarda. No entanto, nossa surpresa foi ver que famílias inteiras vão nos assistir e indiscutivelmente todos se divertem e conhecem as músicas.

Rafael – O espetáculo tem agradado pessoas de todas as idades, o público sempre foi muito receptivo e eles fazem parte do espetáculo, o que torna tudo ainda mais divertido. Além disso, é muito recompensador quando o público que viveu aquela época vem falar com a gente, dizendo que voltou no tempo, voltou a se sentir como um adolescente, é mágico.

Michelle – A recepção tem sido muito positiva. As pessoas se divertem, se identificam e a maioria delas conhecem as letras e cantam com os atores o que é sempre muito bom e estimulante. É um espetáculo leve, portanto ele é bem recebido por todas as faixas, percebemos na platéia crianças, jovens, senhores (as), todos eles com algum tipo de identificação com a proposta.

JJ – Após 50 anos, acredita que a Jovem Guarda tenha espaço entre os jovens?

Daniel – Não só acredito, como a prova esta toda semana na nossa platéia. Quando vemos um público da nossa idade cantando as músicas, além do fato de que as músicas da Jovem Guarda são regravadas até hoje por grandes artistas desta geração.

Rafael – Esse é um dos objetivos do espetáculo, resgatar a história da música brasileira e apresentá-la para as novas gerações. A nova roupagem, os arranjos e a identificação com os atores faz com que os jovens derrubem seus próprios preconceitos e saiam do espetáculo cantando as músicas da Jovem Guarda.

Michelle – Sim, acredito. A jovem Guarda foi um período maravilhoso onde os jovens eram ouvidos e respeitados diante de outra realidade dura em nosso país. Ela teve uma vida curta, porém intensa, lembrada e vivida até hoje por muitos, é difícil não se identificar com uma época como essa. Eu particularmente tenho o maior carinho e respeito pela Jovem Guarda e por todos que os artistas que ilustraram este período.

JJ – Que sentimentos as músicas da Jovem Guarda despertam em você?

Daniel – Como disse sou apaixonado pelos anos 50 e 60, então, tenho uma ligação especial com este período com os ritmos e as músicas. E algumas músicas da Jovem Guarda têm letras lindas, um ótimo exemplo é “Ternura” e “Alguém na Multidão”, que são músicas que falam ao coração e talvez isso faça com que elas rompam a barreira do tempo e falem com a mesma intensidade geração após geração.

Rafael – Me despertam uma vontade de ter vivido aquele tempo, todos pareciam ser tão felizes, as brincadeiras da paquera, o estilo estético, os carros, as gírias. Acredito que resgatar um pouco disso pros tempos de hoje não seria nada mal.

Michelle – Os melhores (rs). Algumas músicas são maravilhosamente bem escritas como “A última canção”. Esta música tem uma letra incrível, “Broto Legal” já é outro rítmo, um Rock, que nos remete imediatamente a época, naqueles bailes. “Pare o Casamento” me faz rir com o que a letra diz, enfim, é uma época sem malícias e que deixou grandes marcas.

Beto Sargentelli

Beto Sargentelli


Segue o link http://www.jornaljovem.com.br/edicao14/jjentrevista.php

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Crítica da Revista Aplauso

30 de janeiro de 2009 1 comentário

Crítica: Nos Embalos da Jovem Guarda

Olho Saias rodadas, iê-iê-iê e fãs histéricas fazem de espetáculo da Compan

Ferdinando Martins, especial para o Aplauso Brasil (fmartins@aplausobrasil.com)

SÃO PAULO – Estrelas consagradas na História da MPB, artistas como Roberto e Erasmo Carlos, Wanderléa e Celly Campello tiveram de cavar seu espaço no mundo do entretenimento remando contra a maré. Pós-bossa nova, a patota da Jovem Guarda fez sucesso em um ambiente dominado pela música de protesto, feitas com letras politizadas e sem guitarra elétrica.

De certa forma, esta é também a história da Companhia Nacional de Teatro Musical, que na última terça-feira, 13 de janeiro, estreou Nos Embalos da Jovem Guarda – Show, no Teatro Folha, em São Paulo. Em meio às produções de alto custo e muita mídia do teatro musical em cartaz no país, a companhia conseguiu fazer um espetáculo primoroso e ganhar notoriedade ainda que com bem menos recursos e com repertório genuinamente brasileiro.

Fundada em 2007, a Companhia Nacional de Teatro Musical já ganhou diversos prêmios de atuação em vários festivais e revelou profissionais de talento. Além dos atores, o grupo conta com produtores, maestros, coreógrafos, professores de canto e dança e iluminadores, todos trabalhando sob a coordenação de Marllos Silva, diretor e fundador da companhia.

Em Nos Embalos da Jovem Guarda – Show, o grupo presta homenagem aos cantores e o espetáculo se passa em um programa de auditório da década de 60 do século 20, em que atores-cantores interpretam grandes sucessos musicais da Jovem Guarda. O programa é apresentado por Silvio Araújo, personagem criado em homenagem à cantora Silvinha Araújo. Marllos, que também assina o texto, conseguiu sair-se bem com a difícil tarefa de costurar os números musicais com uma dramaturgia consistente e divertida.

O foco são as disputas amorosas que surgem entre cantores, divas, tietes e profissionais da TV. As referência da época são ora reais (a rua Augusta é citada com o point do momento) ora recriadas com fidedignidade (a Butique Tremendão e a Automotiva Calhambeque aparecem em merchandisings fictícios).

Para os fãs da Jovem Guarda, as músicas selecionadas compõem uma boa amostra do movimento: Ele é o Bom, Banho de Lua, Chuva, Pare o Casamento, Splish, Splash, Biquíni de Bolinha Amarelinha, Filme Triste, Estúpido Cúpido, Broto Legal, Calhambeque, entre outras.

O ponto alto é quando o contra-regra Alfredo (Rafael Pucca) canta Pode vir quente que eu estou fervendo. Também merece destaque a atuação de Michelle Zampieri, que interpreta a tiete Ana Maria. A atriz-cantora consegue fazer com que a platéia interaja, mas de uma forma sutil e sem agressões.

Pouca gente se lembra que o nome Jovem Marx vem de um discurso de Karl Marx. “O futuro está nas mãos da Jovem Guarda”, teria dito o filósofo alemão, em frase reproduzida depois pelo revolucionário Vladimir Lênin. O movimento extrapolou as fronteiras da música e tornou-se estilo de vida para certos grupos de jovens na década de 1960. Parte da significativa da indústria cultural no Brasil se popularizou graças a esse estilo, para alguns “alienado”, para outros inovador. Afinal, qual seria a história do rock no Brasil sem o reis do iê-iê-iê? Nesse sentido, a Companhia Nacional de Teatro Musical presta uma mais que justa homenagem às garotas papo-firme e aos brotos legais. Morou?

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Entrevista na Ione Borges

29 de janeiro de 2009 Deixe um comentário

Depois de alguns dias longe, voltando a ativa.
Demos uma entrevista muito bacana para a Ione Borges. O programa foi ao vivo e ficamos mais tempo que o programado.

Seguem os links do you tube graças a Náira Messa.


Parte 01:

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